Na fala do
professor Marcuschi, destacam-se, entre outros aspectos, as distinções entre o
universo da fala e o da escrita. No entanto, em muitos processos de escrita, no
contexto escolar e fora dele, essa separação e particularização de cada
universo não se materializa, no processo de aprendizagem da escrita, de forma
adequada. Principalmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental, é comum as
produções de textos se basearem na escuta de textos ou na produção escrita de
textos conhecidos de memória pelos alunos, como contos de fada, por exemplo.
Esse processo é chamado de
“reescrita”, na qual o aluno cria uma versão escrita para o texto que ouviu que,
sem o devido encaminhamento por parte do professor, virá a ser um mero
exercício de transcrição. Nos anos escolares posteriores, a aproximação entre a
fala e a escrita mantém-se mais próximas. O aluno vai escrevendo enquanto pensa,
sem que haja um distanciamento entre o texto e seu produtor, como menciona
Marcuschi. Nessas situações, ao receber as intervenções do professor, o aluno
limita-se a “passar a limpo”. Esse tipo de reescrita não o leva a refletir
sobre o texto que produziu.
A reescrita eficaz deve ser vista
como um processo de intervenção no texto, a partir de um projeto estabelecido
de produção textual. O aluno deverá ser levado a distanciar-se do texto que
escreveu, assumindo o papel do autor que manipula a linguagem para atingir seus
objetivos de escrita.
Como docentes devemos preparar
nossos alunos para assumirem-se como autores de seus textos, fazendo valer o
momento da reescrita, ainda que tarefa árdua, mas que produzirá um texto melhor
redigido.
Fonte:
Ceelufpe Fala e escrita parte 01. Disponível em:<
http://www.youtube.com/watch?v=XOzoVHyiDew>.
Acesso em 18/09/2013.
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